terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A alma.

Uma cortina desbotada
meu querido rosto
é como o vejo
o viso,o vigor da juventude
esvais-se diariamente
e minha pele já se mostra esmaecida e acinzentada
mas me resta a noite
sim,a noite esconde as ranhuras de um velho tronco de árvore
as marcas de um corpo choroso
pela impossibilidade da beleza
que a proximidade da morte traz.

A noite é a mascarara do dia
aonde o sol envelhece e morre
e meu rosto torna-se belo.

Mas quando a noite for tão clara
onde penumbra alguma
deixe de mostrar que meu coração
não clama como antes?

As grandes paixões...
são só velhas fotografias
o ímpeto de viver vigorosamente a vida
....leva-me somente até o banheiro.

Para não perder totalmente o "encanto"
preencherei minhas fossas faciais com palavras
porque nada mais triste e lastimosamente desgraçado do que um velho que engasga-se com sua própria língua.

A cura para a velhice
é a sabedoria
nela, dorme a única forma de tornar bela
tão terrível criatura.

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